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Segundo o Relatório de Transparência salarial revela que mulheres ainda ganham 21,3% menos que homens.

A participação feminina no mercado de trabalho formal está crescendo, mas a igualdade na remuneração continua sendo um desafio complexo. O 5º Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Governo Federal, revela que as mulheres ainda recebem, em média, 21,3% menos que os homens no setor privado (em empresas com 100 ou mais funcionários).

Os números mostram que a disparidade não acompanha o ritmo das contratações:

  • Gargalo no ingresso: A diferença já começa na contratação. O salário mediano de entrada das mulheres é 14,3% inferior ao dos homens.
  • Crescimento em vagas: O total de mulheres empregadas subiu 11% (chegando a 8 milhões). O avanço entre mulheres negras foi ainda maior, com alta de 29% (alcançando 4,2 milhões).
  • A base da pirâmide: A desigualdade racial aprofunda o cenário. Enquanto homens não negros lideram os rendimentos (média de R$ 6.560,02), as mulheres negras recebem a menor média salarial do levantamento (R$ 3.026,66).

O lado positivo: O relatório aponta que mais empresas estão adotando práticas internas de equidade. A proporção de empregadores que promovem mulheres subiu de 38,8% para 48,7%, além do aumento de ações como auxílio-creche e planos de cargos e salários estruturados.

A transparência salarial, prevista em lei, é o primeiro passo. Para reduzir a lacuna de verdade, o mercado precisa de critérios objetivos de remuneração, revisão de planos de carreira e políticas consistentes de diversidade e inclusão.

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Elson Farias

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